1 – WOLF OF WALL STREET

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O Leonardo di Caprio, numa entrevista ao Charlie Rose, disse que o filme é uma sátira. Como que se estivéssemos a assistir à queda do império romano. O Scorcese que estava presente nessa entrevista discordou e disse que era simplesmente uma boa história.

O Scorcese deve saber, e sabe de certeza, mais do que eu e o Leonardo di Caprio juntos, mas vou concordar com o Leonardo, não só porque concordo a 100% com o que ele diz, como acho que é exactamente por isso que este é dos melhores filmes do Scorcese e o melhor filme do ano.

É, para mim, sem duvida uma sátira, um retrato de tudo o que o capitalismo tem de mau e a razão pela qual a democracia ainda não é um sistema perfeito. Mostra como ainda somos animais irracionais, ou, ainda pior, somos racionais e escolhemos conscientemente seguir um caminho de natureza irracional, implacável e destrutora de tudo o que nos rodeia

Para além disso estabelece um rotulo para o futuro, ou seja, a partir de agora, podemos nos referir aquele colega ou amigo que só pensa na ambição de subir na vida à custa de tudo e de todos como “lobo”.

É inacreditavelmente cómico (talvez o mais cómico do Scorcese), com cenas verdadeiramente hilariantes.

E o mais genial do filme é que mesmo quem acha horrível não deixa de se identificar e até desejar secretamente algum do estilo e postura do lobo. Está tão bem feito que nos lança estes sentimentos contraditórios constantemente.

Temos um Leonardo di Caprio gigantesco. Torna a personagem irascível, mas ao mesmo tempo altamente atraente para o publico. Dá lições  directas de como ser um excelente vendedor e líder e são conselhos que qualquer pessoa pode aprender desde que depois não os use para enganar e destruir a vida de pessoas.

Finalmente existe o Jonah Hill. O homem tem vindo a mostrar que é realmente um excelente actor. Depois do Moneyball volta com esta personagem muito bem representada, nunca exagerada mas completamente alucinada, tresloucada, ainda dentro do armário mas com uma vontade enorme de sair de lá. É uma personagem central do filme e uma mais valia para o mesmo.

A combinação de todos estes factores traz uma característica fundamental quando estou a escolher o melhor filme do ano. Que é a vontade de regressar a ele uma vez mais. O lobo faz-me querer regressar e voltar a ver para me divertir, para mostrar a outras pessoas o que é a queda de uma era, para ver excelentes representações, para ver excelentes diálogos.

Depois do Departed, nunca pensei que o Scorcese voltasse a fazer um filme que estivesse no topo da minha lista. Com 71 anos voltou a fazê-lo. Que monstro da 7ª arte este senhor é. Parabéns Mr. Scorcese. Continua a ser um ícone do cinema depois de tantos anos.

2 – GRAVITY

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O Gravity é o segundo melhor filme do ano, se visto em IMAX e 3D. Está é condição essencial para que esteja tão alto neste top, mas como ele foi pensado para ser visto dessa forma, acho que é justo avaliá-lo assim. E analisando o filme dessa perspectiva, só não é o melhor filme do ano, porque pessoalmente gosto muito de diálogos, e o lobo ganhou mais afectos na altura de escolher o número 1.

Se não fosse esse toque de gênio do Scorcese, nesta altura tardia da sua carreira, o Gravity seria sem dúvida o melhor filme do ano. E isto por vários motivos, mas o essencial é que me proporcionou uma experiência totalmente nova e refrescante, contado-me uma história e prendendo a atenção do princípio ao fim. No efeito de novidade e disrrupção, este filme foi tão forte para mim como outros dois “game changers” da história do cinema: Pulp Fiction e Tree of Life.

O primeiro grande impacto é que com o IMAX, o 3D e aqueles efeitos absolutamente estrondosos, a sensação é que estamos literalmente no espaço. Estamos com eles ali, no espaço. Como se tivéssemos comprado aqueles bilhetes de viagem à lua. É verdadeiramente impressionante a dimensão que o filme nos faz mergulhar.

A partir do momento em que o filme consegue fazer isso (e comigo conseguiu na perfeição, de uma forma que nunca tinha sentido com outro filme), tudo o que se passa é vivido intensamente, claustrofobicamente, desesperadamente.

Os momentos de desespero são muitos e a tensão é crescente ao longo do filme. Depois é lindíssimo. É o filme mais bonito do ano, muito bem filmado com imagens e fotografia dignas de uma exposição de arte.

A Sandra Bullock aguenta praticamente o filme todo sozinha em condições extremas.

Quais seriam os teus sentimentos se ficasses à deriva no espaço? Não é à deriva dentro de uma nave. É à deriva só com o teu fato de astronauta, com a gravidade a puxar-te constantemente para o infinito negro do espaço, com detritos de um satélite destruído a fazerem a orbita terrestre e a atingirem-te a velocidades vertiginosas de tempos a tempos? Ver o Gravity em IMAX e 3D é sentir o que é passar por isso. Mais do que um filme, porque o é, com todas as regras de contar uma boa história, é um verdadeiro simulador de emoções.

3 – BLUE JASMINE

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O Blue Jasmine vale exclusivamente pela extraordinária Blue Jasmine. Vale portanto única e exclusivamente pela Cate Blanchet. O casting secundário é muito bom desde o Alec Baldwin sempre em grande forma e pelos 2 personagens da irmã de do cunhado desempenhados de uma forma perfeita pela Sally Hawkins e pelo Bobby Cannavale.

Mas a Cate é monstruosa. Encarna na perfeição esta personagem, não faz nem por um segundo over ou under acting. É a perfeição para o que se pretende. E o que se pretende é muito exigente. O Woody Allen escreveu um papel fabuloso e muito difícil de interpretar.

Todos nós já nos cruzámos com aquelas mulheres “loucas” nos parques das cidades e ficamos a pensar como se tornaram assim. O Woody Allen escreveu esse papel e inscreveu-o na história do cinema para sempre. Cada vez que nos voltamos a deparar com essa situação nas nossas vidas vamo-nos lembrar da Blue Jasmine.

Para além disso, o grande Woody voltou aos dramas profundos, voltou aos tempos de Interiors e Hanna e suas irmãs. E que bem que soube esse regresso. É o melhor filme dele desde o Match Point.

Relativamente à fabulosa personagem o que há para dizer? Há para dizer que às vezes (ou sempre) não devemos fechar os olhos ao que se passa ao nosso redor. Às vezes (ou sempre) não devemos ficar dependentes de uma pessoa. Às vezes (ou sempre) não podemos ficar “stuck in a moment that you can’t get out of” temos que encarar a realidade e seguir em frente.

Um grande filme de Woody Allen e uma grande interpretação da Cate que me conquistou logo quando o filme estreou a meio do ano e que desde essa altura defendi que seria dos melhores senão a melhor interpretação do ano.

4 – A GRANDE BELEZA

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“As pessoas verdadeiramente ricas são diferentes” disse F. Scott Fitzgerald.

99% das pessoas no mundo não sabem como é ser verdadeiramente rico, porque essa riqueza está concentrada em 1% da população. Já alguns filmes abordaram muito bem esta questão como o La Dolce Vita do Fellini, Eyes Wide Shut do kubrick e o Leopardo do Visconti, e alguns não tão bem, como o Somewhere da Coppola. A Grande Beleza está lá em cima com os melhores.

Este universo, sendo desconhecido, torna-se naturalmente objecto de curiosidade e a Grande Beleza faz um retrato bem credível de como será a vida de quem pode gastar pequenas fortunas todos os dias sem nunca precisar sequer de se preocupar com isso. Não abusa do surreal, mas vai dando pormenores simplesmente impressionantes. O actor principal está fabuloso a encarnar esta personagem central do filme, com tanto dinheiro que nem tem paciência para desenvolver um talento aparentemente nato para escrever, simplesmente porque “gosta de fazer festas todos os dias”.

Por vezes sente-se algum desespero nele, mas não é de todo esse o ponto do filme na minha opinião. Outro grande contexto que é passado é o contraste da velha com a nova Europa,  povoada dos novos ricos. Enquanto que no Leopardo, a nova classe emergente / novos ricos eram o povo, aqui os novos ricos da Europa são as etnias dos países emergentes como a China e o Médio Oriente.

E o estilo e a classe do nosso protagonista é contrastante com estes novos ricos e representa tão bem a classe e o estilo que a Europa ainda tem no mundo. Penso que o tema não será propriamente a decadência da nobreza, mas mais a decadência obvia de uma qualquer riqueza que por algum motivo deixa de ser gerida e apenas aproveitada a determinada altura de uma dinastia familiar. Seja como for dá que pensar, nunca sendo obvia qualquer mensagem. Maravilhosamente filmado e com um enorme sentido de humor, é definitivamente o melhor filme europeu do ano.

5 – ONLY GOD FORGIVES

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O primeiro grande filme de 2013. Estava difícil, num ano com muitos filmes, mas poucos verdadeiramente bons. Cada vez mais começa a ser tendência concentrar-se tudo o que é bom no final do ano. Há apenas a lufada de ar fresco com Cannes e Berlim no inicio do ano.

Este Only God Forgives é fabuloso. O Nicolas Winding Refn é definitivamente um realizador a ter em atenção e com este OGF reforça a sua posição no mundo do cinema como um realizador único, com uma linguagem própria e como uma forma de contar histórias no mínimo diferente.

A história do filme conta-se em 5 minutos. Agora, como é que se aguenta uma longa metragem?

Primeiro que tudo com uma fotografia espantosa. O filme é uma pérola a nível visual. Praticamente todos os planos dão uma excelente fotografia. Depois com uma grande banda sonora. Enquanto que o Drive tinha uma banda sonora mais abrangente, esta é mais discreta, acompanha eficazmente todas as cenas do filme, poderosa mas mais ao serviço do filme o que funciona talvez melhor que a já clássica OST do Drive.

Com grandiosas personagens. Impressionante a descrição do personagem Billy, irmão do Julian (Ryan Gosling) onde em menos de 10 minutos e sem grandes diálogos ficamos a conhecê-lo perfeitamente. As três personagens mais fortes são o essencial do filme.

O policia tailandês (Vithaya Pansringarm), a mãe (Kristin Scott Thomas), e a cidade de Bangkok. O policia é a alma do filme. Um homem de baixa estatura e até com algumas características físicas cómicas, muito conservador, muito reservado, com hábitos muito repetitivos, muito pouco falador é uma verdadeira máquina assassina. O terror do submundo de Bangkok e que acaba todas as noites, depois de esquartejar uns criminosos, a cantar num karaoke com musicas típicas tailandesas, e com os vários membros da sua patrulha a assistir deliciados. Espectacular.

Este chefe da policia tem poder legal para matar os criminosos (tipo 007 do crime em Bangkok) portanto funciona como um verdadeiro anjo da morte que visita e assusta o crime na cidade. A mãe dos criminosos principais é a cabecilha do gang e é uma pérola. Kirstin Scott Thomas representa uma mulher odiosa e manipuladora que controla tudo e todos e tem um poder especial sobre o Ryan Gosling dando a entender algum passado sexual entre os dois. Os filhos são completamente alucinados assim como a maioria das personagens do filme.

E as cenas das mortes pelo anjo da morte são encenadas e filmadas ao pormenor quase como uma dança. E são muitas e muitíssimo violentas.

Por fim Bangkok é a 3ª personagem do filme. Sempre presente e permitindo imagens, luzes e ambientes únicos.

6 – BLUE IS THE WARMEST COLOR

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Muito mais do que um filme sobre homossexualidade é um filme sobre o desgosto de amor. Daqueles que cortam a respiração, que fazem o coração doer.

Quem já teve essa sensação sabe que para passar por isso é preciso que a origem seja muito forte. E quem já passou por isso sabe que qualquer paixão arrebatadora tem obrigatoriamente a ver com sexo. Não apenas sexo, mas o sexo é condição essencial para que essa paixão se verifique e para que o drama da separação seja ainda mais intenso e … Dramático.

O realizador sabe disso e por essa razão, na minha opinião, tornou o sexo um elemento tão forte neste filme. Para passar de uma forma clara os vários estágios de uma paixão forte. Daquelas que quando acabam, só apetece morrer. É sem dúvida um filme sobre a importância do sexo e como este é tão poderoso nas nossas vidas

Depois é um filme sobre dois mundos distintos de um casal. E sobre como não se pensa nisso ao início ou não se liga, e como não se pensa o quão importante isso é para o futuro da relação. 2 mundos muito diferentes ou são perfeitamente assumidos pelos dois desde o início e aceites como uma diferença saudável que ambos podem suportar ou será mais cedo ou mais tarde uma razão para a separação inevitável.

As 2 actrizes principais representam de uma forma brilhante esta paixão avassaladora, assim como a diferença dos dois mundos. Mas fazem-no tão bem e de uma forma tão natural, bonita e sensual que acrescentam sem duvida mais uma vitória na defesa dos direitos homossexuais. Assim como o 12 anos escravo é um filme incontornável na defesa da igualdade de raças, o blue é um filme fundamental para a defesa da homossexualidade como uma coisa natural e bonita idêntica a qualquer relação heterossexual, contando para além disso, uma excelente história de amor e desgosto ao mesmo tempo. E assim torna-se num marco importante do cinema europeu e mundial.

7 – AMERICAN HUSTLE

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American Hustle é Christian Bale. Ele sempre foi um dos gigantes, e neste filme está numa das suas melhores formas.

A personagem dele é fantástica e muito bem escrita (primeiro mérito para o David o’ Russel) mas o homem encarna-a e exponencia-a de uma forma…

A minha admiração por esta representação tem a ver com aquele stress. Aquela tensão. Aquela preocupação contida durante todo o filme prestes a explodir a qualquer momento.

Aquela sensação de ser a única pessoa preocupada e com senso comum no meio de um autentico manicómio. Ele interioriza toda essa pressão e passa-a cristalina para a audiência.

Todos os actores estão excelentes na sua própria loucura, mas dou especial destaque para o Bradley Cooper. Todos nós temos este personagem na nossa vida. Aquela pessoa super irritante que tudo o que tem na vida é o trabalho. Que é estúpido, frustado, mas consegue ter poder, ser promovido e tomar decisões importantes. O bradley cooper representa a personagem mais irritante do ano no cinema. E fá-lo de uma forma brilhante.

O trabalho de actores é brilhante. O David o’ Russel deve ser, a par do Tarantino, dos melhores hoje em dia a dirigir actores. Consegue espremer performances brutais de todo o casting. O senador está fabuloso e a sua mulher também. Esta é uma das forças do filme. Todas as personagens incluindo as secundárias, estão escritas, trabalhadas e principalmente dirigidas ao mais infimo pormenor. E essa é também uma das regras de ouro de um storytelling de excelência. David o’ Russel está a tornar-se numa referência absoluta do cinema anglo saxónico.

8 – PRISIONERS

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Já é hábito falar-se apenas dos filmes que estão a concurso para os prémios do final do ano e que naturalmente são lançados também nessa altura. Também já é hábito não se falar nos bons filmes que vão estreando durante o ano, com algumas excepções como foi o caso do Gravity e Blue Jasmine, e como foi o caso do Silêncio dos Inocentes que estreou no inicio do ano e ganhou os 5 oscares principais.

O caso de Prisioners faz-me lembrar um pouco o Conjuring (critica mais à frente). Não obviamente pelo género, mas pelas características do filme. Já existem milhares de filmes policiais, de serial killers, de crianças raptadas. Mas este pega em todos esses géneros e faz tudo bem. Assim como o True Detective o fez em formato série, o Prisioners fá-lo para o formato longa metragem. Aposta em grandes personagens, tem excelentes representações (Hugh Jackman e Jake Gillhenhaal estão fabulosos) e consegue aplicar magistralmente uma das regras de ouro do storytelling: O crescimento da tensão é feito ao longo do filme de uma forma sustentada e equilibrada, sendo que literalmente cada cena que se segue tem sempre mais tensão que a anterior, criando um climax brilhante para o final do filme.

Mistura muitos elementos e bebe muita influencia ao rei dos filmes policiais negros. O Zodíaco, Seven, Girl With a Dragon Tattoo do mestre Fincher são referências em vários níveis, desde a estrutura da historia, às personagens e à própria fotografia. Não se tratando de plágio, não vejo qualquer problema que assim seja, porque tudo é bem feito e tudo funciona. Um excelente filme que simplesmente conta uma boa história com excelentes personagens. E não essa uma das razões pelas quais amamos cinema?

9 – FRANCES HA

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Este ano há 2 grandes filmes sobre artistas que quase conseguiram atingir o sucesso. É um tema muito importante, porque a maioria dos artistas deve ter esta sensação. Que talento está lá, que são excepcionais em algumas das suas obras, mas que não tem aquele toque que lhes permitiu salientar, diferenciar, e descolar do mediano e atingir o reconhecimento geral ou pelo menos o reconhecimento generalizado da área para a qual se especializaram.

Os dois filmes são excepcionais e passam esta mensagem de uma forma sublime. Inside llewyn Davis e Frances Ha tratam este tema e são ambos brilhantes a fazê-lo. A grande diferença, na minha opinião, está nos personagens principais. A Frances é uma personagem mais particular, mas carismática, mais simpática, mais louca e mais interessante para o espectador se identificar.

Outro ponto que acho fabuloso neste filme, é o da inadequação ao mundo adulto. As regras sociais de uma pessoa adulta. As condutas estabelecidas que os adultos tem de seguir para se sentirem integrados. E o que acontece quando quebras essas regras. O que acontece quando essa inconveniência é 100% natural? Quando a inconveniência é natural, surge não para destruir mas porque é assim mesmo.

Lembra uma criança no seu estado puro e não alguém que maquiavelicamente tenta ofender alguém. Assim sendo, apaixonamos-nos verdadeiramente por esta personagem inesquecível porque a Greta Gerwig interpreta-a de uma forma fabulosa. E isso faz com este seja melhor filme. A solução do preto e branco funciona na perfeição, e a fotografia e realização são exemplares. Uma grande banda sonora e temos um dos melhores 10 filmes do ano

10 – CONJURING

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Quando estreia um dos melhores filmes de terror dos últimos 2 anos, eu, como fã incondicional do género, tenho de lhe dar uma digna posição no top do ano. O James Wan já tem mostrado ao mundo que é dos novos valores mais seguros no género de terror. Tem marca de autor, filmes bem feitos, abordagens novas e filmes verdadeiramente assustadores (mostrando sempre pouco, mas assustando sempre muito).

Depois de filmes como Saw e Insidious, James Wan lança este seu Conjuring. E a abordagem surpreendentemente não tem nada de novo ou original. O setting é igual a milhares histórias de terror que temos visto ao longo do tempo. A diferença é que James Wan pega nas melhores técnicas e truques deste género e junta-as todas no mesmo filme. É uma colectânea de boas praticas, todas juntas num único filme. Para além disto, faz o que todos os bons filmes devem fazer.

Cria personagens poderosas para que soframos com elas. Neste capitulo, o filme consegue capitalizar um lote muito grande de personagens fortes. Todas as personagens que entram no filme estão bem escritas e estruturadas, até as secundarias, uma regra de ouro do storytelling. No meio do medo, há espaço para humor, muitissimo bem encaixado no contexto, funciona como um escape interessante.

Tudo isto, apesar de soar a deja vu, está tão bem feito e reúne tantas coisas boas, que o tornam um clássico instantâneo. É aquele filme que vai durar no tempo e que as pessoas se vão lembrar de mostrar aos amigos e filhos quando quiserem dar um exemplo de um bom filme de terror, porque simplesmente está tudo lá. Os ingredientes todos, os condimentos certos e as quantidades correctas fazem da receita Conjuring um prato delicioso.

11 – Inside Llewyn Davis

12 – 12 years a slave

13 – Her

14 – Nebraska

15 – Dallas buyer club

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