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1- Amour

Depois de muito tempo de espera, o amor chegou a Portugal. Um manual para quem quer perceber alguma coisa do assunto e pela mão de quem nos trouxe alguns dos mais violentos filmes dos últimos anos. Sendo um filme do Haneke é preciso ter estômago para o ver.

Mas alguém achava que o amor era fácil?

Ficará para sempre como o filme que verdadeiramente utilizou o conceito “viveram felizes para sempre”. Amor é isto e mais nada. Tudo o que é preciso saber sobre o amor está neste filme. É horrível e lindo exatamente na mesma medida. Um exemplo de como deveria ser a nossa espécie. Faz apostas arriscadas e escolhe dois “velhos” e centra todo o filme em redor deles, numa altura em que só se contratam caras bonitas e jovens para tudo o que é entretenimento.

É o comportamento das personagens que faz verdadeiramente a diferença. É o comportamento das personagens que nos ensina o que é o verdadeiro amor. É só ver como eles se comportam, como eles sofrem um pelo outro, como eles se amam, e aprender. Está tudo lá. São os comportamentos que fazem a diferença neste grande filme. Duas interpretações gigantes (as melhores deste ano) e um final delicioso. É também um filme sobre a morte, sobre a morte dramática e sofrida, e quem passou por um drama familiar próximo semelhante irá sentir ainda mais este filme, pois também é um filme para essas pessoas. Amor e sofrimento (não andam sempre de mãos dadas?) no melhor filme do ano. E Haneke a mostrar que o talento não esta só na juventude e não se esgota nos primeiros filmes. Um grande senhor do cinema europeu. Do nosso cinema!

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2 – The Master

PTA has done it again. Enquanto que alguns realizadores vão tendo os seus altos e baixos, o PTA vai-se mantendo tranquilo lá em cima, no topo desta geração de realizadores. Tem um caminho muito único, muito peculiar, muito ligado pormenor, e isso é semelhante ao grande mestre Kubrick, mas por outro lado, completamente diferente no conteúdo. É praticamente impossível definir os filmes deste senhor, apenas que são brilhantes.

Ao ver o the Master, lembrei-me automaticamente do slogan da genial campanha da Apple:

“Here’s to the crazy ones. The misfits. The rebels. The troublemakers. The round pegs in the square holes. The ones who see things differently. They’re not fond of rules. And they have no respect for the status quo. You can quote them, disagree with them, glorify or vilify them. About the only thing you can’t do is ignore them. Because they change things”. Este é definitivamente um filme sobre “round pegs”.

Para o bem e para o mal. Quem é diferente, realmente diferente, faz-nos sentir desconfortáveis. E o PTA filma magistralmente esta diferença, pois entra-nos na pele e faz-nos sentir esse desconforto como se estivéssemos ali, a viver aquela história. O cenário podia eventualmente ser outro que não a cientologia, pois parece-me que o mais importante é sentirmos o que é ser realmente diferente, um autentico game changer.

Mas é importante ser a cientologia por causa do fabuloso personagem de Joaquin Phoenix. O mestre que ao inicio o trata como um animal, no final já duvida se ele não é um true thetan. Se o objectivo da cientologia é apagar os traumas dos vários recipientes para que o thetan (o espírito puro e perfeito) se lembre da sua verdadeira essência, será que o personagem do Joaquin já não está numa fase muito avançada deste processo?

Ou será que é “simplesmente” louco? Se o PTA desse respostas óbvias não seria um dos melhores realizadores da atualidade. Magistralmente filmado, uma fotografia e banda sonora fabulosas, the Master está ao melhor nível do realizador (e o melhor nível são filmes como Magnolia, There will be vlood e Boggie nights…)

A alquimia do Joaquin relativamente às bebidas faz lembrar o famoso romance “Perfume”. A amizade  e intimidade entre os dois é também um dos aspectos mais fortes do filme e a dupla de atores rebenta a escala com 2 das melhores interpretações do ano. Obriga naturalmente a pensar sobre religião e sobre como esta é criada e difundida.

Será que daqui a 200 anos, esta não será uma religião reconhecida mundialmente. Se a questão é acreditar, porque não? Será que muitas das outras religiões não apareceram da mesma forma, através de um “louco” que só muito poucos acreditavam? Mais um grande filme para o PTA e um grandioso personagem para a história do cinema.

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3 – Silver linning playbook

Porquê é que este filme está nesta posição no meu top 2012?

Está… porque sim. Porque é o meu grande guilty pleasure de 2012. Porque amei as personagens do filme, apetece-me voltar a estar com elas, com todas elas. Porque o casal principal é maravilhoso, grandes interpretações dos dois. Porque o Robert de Niro está em grande, grande forma, como já não via há muito tempo e foi tão bom voltar a vê-lo assim,

Porque o David o. Russel, escreveu um excelente argumento com excelentes diálogos. Porque é um filme que denuncia subtilmente os podres da nossa atual sociedade, vivemos em função do trabalho para termos coisa que não precisamos. Já ouvimos isto há muito tempo. Já desde o Fight Club que vários filmes atacam o capitalismo, mas este filme dá-nos uma visão muito pratica dessa prisão que vivemos atualmente e parece que nos diz: TEMOS QUE SER MENOS NORMAIS!!!

Temos que nos preocupar menos com as convenções sociais e viver a nossa vida sem pensar no que os outros pensam dela. Se isso é ser louco, então está na altura de enlouquecermos todos e ter um silver linning ending.

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4 – Holy motors

Adoro filmes estranhos. O único problema é que quanto mais estranhos, mais difícil é serem bons. O contexto de Holy Motors pode não ser inovador (Matrix, Inception, Truman Show, Existenz, Surrogates, etc), mas tudo o resto é. A forma como o filme nos deixa curiosos, história após história, se estamos finalmente perante a vida real do personagem ou se é apenas uma representação.

É assim até ao fim e quando chegamos à ultima história, naquele ultimo bairro, onde pensamos que finalmente estamos a ver a vida real do personagem, testemunhamos a história mais irreal de todas.

Anda a trocar-nos as voltas o filme todo. Mas mesmo com essa ultima história, compreende-se o contexto, vê-se um fio condutor, aprecia-se as pontas em aberto que dão que pensar, e começa-se a ter alguma sensação de controlo sobre o que se passou ali durante aquelas 2 horas. E quando se está com essa sensação, aparece a ultima cena que desconstrói tudo o que se tentou construir até ali.

Cheia de humor, a cena de fecho do filme é genial. Parece que diz: “Não leves este filme, nem a vida muito a sério, porque no fundo no fundo está tudo louco e as limusines podem mesmo falar”.

Tem o intervalo mais espetacular de sempre, com os atores literalmente a darem-nos música. Um momento musical ao nível dos melhores. E seja qual for a mensagem que o filme nos quer passar: a decadência da espécie humana que já não vive, e tem outros a viver por eles. A desigualdade extrema da sociedade onde as vidas vividas fisicamente são apenas para dar virtualmente vida a outras que já não vivem num mundo físico. Uma era onde todas as pessoas a viverem no mundo físico são atores a representar para quem paga a vida virtual. Um mundo de atores.

Seja qual for a mensagem, uma coisa é certa. O ser humano vai sempre gostar de histórias. E depois desta grande loucura da sétima arte, é numa boa nota que acaba. As histórias vão ser sempre imortais e o ser humano nunca vai viver sem elas. As histórias são a única coisa constante ao longo da humanidade. Denis Lavant (actor principal) deveria estar nomeado para todos os prémios deste ano se o filme não fosse o género de dar urticária aos júris dos festivais de cinema. É sem duvida alguma, uma das 5 melhores interpretações do ano.

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5 – Os Miseráveis

Todas as histórias que dizem que o amor pode salvar o mundo têm imediatamente a minha atenção. Nos miseráveis é por amor que se salva uma vida. É por amor que se resgata outra. É por amor que se encontra a alma gémea mesmo que seja às portas da morte. É por amor que se começa uma revolução. É por amor que podemos ter alguma hipótese de sobrevivência.

O que não quer dizer que se possa morrer pelo caminho. Mas se for por amor e justiça, que melhor causa para morrer pode haver? Por mais que me custe admitir (por causa do meu ódio de estimação pelo discurso do rei), o Tom Hooper fez tudo bem. Fez um grande filme, sacou grandiosas interpretações, com edição e filmagem inovadora e principalmente e provavelmente o mais difícil, transpôs para o cinema o espírito do musical mas sem perder a identidade de um filme de cinema (parece que estamos na Broadway mas ao mesmo tempo é sem duvida uma longa metragem). Por tudo, e por mais que me surpreenda, vai ser um filme que vou rever inúmeras vezes. Apetece-me ouvir as músicas, apetece-me voltar a estar com os personagens. Na segunda vez que fui ver ao cinema, bateram-se palmas no final, a uma terça feira, num cinema nos arredores de Lisboa. Uma salva de palmas para Les Mis.

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6 – Dark knight rises

O filme que fecha uma das 2 melhores trilogias do cinema, esteve à altura das expectativas do provavelmente melhor vilão de sempre e de um filme (Dark Knight) que por razões externas atingiu níveis de notoriedade estratosféricas. Só um realizador com muita coragem avança para mais um filme depois de Dark Knight. Juntamente com Toy Story é uma das melhores trilogias de sempre.

O Nolan está como peixe na água neste universo que criou. A história está bem pensada e consegue unir a trilogia de uma forma perfeita.

Temos 2 novas personagens que não têm uma única cena que não apeteça ver mais do que uma vez. Pelos diálogos e pelas fabulosas interpretações a Celina Kyle / Anne Hathaway e o Bane / Tom Hardy são duas personagens que em todas as cenas que aparecem (todas sem exceção) são uma delicia de ver. O Bane especialmente. Muito ajudado por diálogos brilhantes e por uma caracterização e voz ao melhor nível, cria uma personagem complexa com uma presença imponente que tornam as suas cenas únicas e que o elevam às expectativas deixadas por Heath Ledger.

As criticas do filme são óbvias e vão diretamente para o sistema democrático capitalista atual que claramente já atingiu o seu limite e precisa evoluir. Se não conseguirmos evoluir, o filme lembra que existe sempre um Bane à espera para se revoltar e destruir o mundo que consideramos seguro e justo.

O Nolan tem a inteligência Kubrikiana de passar estes assuntos polémicos pela “censura” norte americana e tornar o filme acessível às massas.

“You think all this can last? There’s a storm coming, Mr. Wayne. You and your friends better batten down the hatches, cause when it hits you’re all gonna wonder how you ever thought you could live so large and leave so little for the rest of us.” Selina Kyle

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7 – Prometheus

O Prometheus é o melhor do Ridley Scott desde o Gladiador e é o terceiro melhor do universo Alien. Mas há qualquer coisa mais neste filme. Fui vê-lo pensando que era impossível não ficar desiludido, pelas tão altas expectativas que foram geradas ao longo dos últimos meses do seu lançamento. A Empire, uma das minhas revistas de cinema preferidas deu-lhe 3 estrelas dizendo que o argumento era fraco. Não podia estar mais em desacordo.

O que adoro no Prometheus é a fabulosa nova história que ele explora. Sempre vimos o Alien como um ser completamente alienígena e independente da nossa espécie. Mas porque o Ridley decidiu contar a história daquele ser intrigante que estava sentado na nave do primeiro filme, passamos a descobrir (ou a deduzir – outro dos aspectos mais interessantes do filme) que os Aliens têm tudo a ver connosco e possivelmente só existem por causa da espécie humana.

A nova história mostra que os Space Jockeys são criadores de mundos. Tecnicamente e não transcendentemente criam mundos e tentam criar vida à sua semelhança. Mas como a tecnologia aplicada é muito complexa nem sempre corre bem e nem sempre a vida que criam se desenvolve à sua semelhança. E quando isso acontece, deduzimos que eles regressam para eliminá-la. O que é interessante é que esta tecnologia é altamente sensível e implacável a absorver o ecossistema onde se desenvolve. Se esse ecossistema é agressivo a vida criada assume essas características, se o ecossistema é equilibrado, a vida criada assume esse equilíbrio.

E aí deduzimos que num ambiente agressivo a tecnologia desenvolve vida que no seu expoente máximo de evolução assume a forma morfológica dos famosos Aliens. E num ambiente equilibrado, assume a forma dos Space Jockeys (eventualmente o objectivo máximo destes ao criarem vida pelo universo). Entre estes dois extremos, temos infinitas formas.

É um filme sobre vida. Sobre a natureza e como ela se desenvolve. É um filme que deixa muitas pontas soltas que dão que pensar. Tem o melhor android de todos os filmes. O Fassbender domina o filme e ainda bem pois prova cada vez mais ser o melhor ator da atualidade.

Gostei muito da forma como o Ridley expandiu este universo. As perguntas que ficam por responder dão outro filme (o que muito provavelmente vai acontecer), mas não precisa necessariamente de acontecer.

A ciência e a religião são temas fortes colocados discretamente. “Big things have small beginings”. And this … is only the begining. O universo ficou ainda mais rico e recuperou a força dos 2 primeiros filmes.

Existe uma nova forma de contar histórias no entretenimento norte americano que começou com JJ Abrams no Lost e tem se alastrado, chegando agora ao cinema.

Lindelof escreve argumentos com muitas pontas soltas propositadamente para as pessoas discutirem entre si, para existirem varias interpretações, para que o universo se expanda num formato transmedia. Existem muitos detratores desta forma de contar histórias. Eu sou um adepto renhido e acho que vai revolucionar o futuro. Não só no cinema, como nos jogos, nas marcas e em qualquer forma de entretenimento. Prometheus e o Ridley Scott tiveram a coragem de apanhar o comboio. Vemo-nos no destino dessa viagem e comprovaremos quem fez as apostas certeiras.

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8 – Django Unchained

É oficial. O Tarantino é o defensor dos injustiçados da História. Só lhe falta os índios. Pela primeira vez na sua carreira, e na minha opinião, o Tarantino não resolveu bem o final do seu filme. Será pela morte da sua genial e essencial editora? (que segundo palavras dele deveria ter créditos nos seus anteriores argumentos pois “editava tão bem que reescrevia a própria história ao fazê-lo”).

Ou porque o seu amigo de sempre não produziu o filme?

A primeira parte é absolutamente perfeita. A parte final não está bem resolvida. É um excelente filme sem dúvida, mas não ao nível dos melhores do mestre. Se a segunda parte mantivesse a qualidade da primeira, estaria nos lugares cimeiros deste top 2012. Assim, fica com um honroso 8º Lugar. Todos os bons ingredientes de um filme Tarantino estão lá, sendo que o humor consegue por vezes ultrapassar os filmes anteriores de uma forma genial. As grandes personagens habitam novamente este filme com especial destaque para o Christoph Waltz que realmente é grande. Não tão grande como nos Sacanas, mas a melhor presença deste filme. Tudo funciona bem excepto o final.

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9 – The Raid

É um filme para “gajos”. Para “gajos” que adoravam o Bruce Lee e não perdiam um episódio dos heróis de shaolin. The raid é o melhor filme de ação do ano. Não morro de amores por filmes de ação “non stop” mas gostava muito dos filmes do Bruce Lee. E este é o melhor que já vi desde que o mestre morreu.

Como é um filme “low” budget, indonésio, obrigou que toda a ação seja real, sem efeitos especiais e com as coreografias de combate a acontecerem mesmo ali em tempo real. Isso dá um efeito ultra realista e torna-o muito credível na sua premissa. E a premissa do filme é simples. O que acontece quando uma força de elite tenta capturar um barão do crime quando este se encontra no ultimo andar de um prédio repleto de tropas da sua organização criminosa?

Com efeitos especiais e truques de edição a lá Hollywood esta tarefa seria repleta de explosões e ação e ficaríamos com a sensação de estar a ver uma banda desenhada. No the Raid, o realizador mostra-nos mesmo o que seria realizar esta tarefa praticamente impossível. Atacar uma fortaleza blindada com uma força de elite de pouco mais de 20 policias. O que faz a diferença é o realismo com que o filme encara esta tarefa impossível e as fabulosas coreografias de combate. Verdadeiramente infernais. Os atores são surpreendentemente bons e competentes e com estes ingredientes se faz um grande filme de ação diretamente do local mais inesperado do planeta.

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10 – Cloud Atlas (exequo com Beasts)

“Our lifes are not our own” é uma afirmação poderosa. A nossa vida não nos pertence. Pertence a tudo o que nos rodeia e pertence principalmente aos outros. Os irmãos Watchovsky tentaram explicar este conceito com várias histórias, passadas em varias épocas. E através de vários raciocínios filosóficos e ligações improváveis, conseguiram-no.

Já estou a ver os críticos. “É muita informação num filme só; Devia ter sido feito em série para explorar todas as histórias; É um concentrado de filosofia barata; No final não faz qualquer sentido”. Cloud Atlas, tem muita informação para um filme só, se fosse feito em série tinha muito para explorar e seria interessantíssimo, tem alguma filosofia barata, e há muitas coisas que ficam em aberto. Sim, tudo isso é verdade, e tudo isso pode ser dito. O que não pode ser dito, é que não nos apaixonamos por todas as personagens, que não ficamos desejosos de saber mais de cada uma delas, que não nos faz pensar na nossa existência e na nossa religião, que não é o segundo filme do ano a piscar o olho à cientologia, que não tem um dos castings mais fortes do ano com representações inesquecíveis, que não tem uma banda sonora poderosíssima.

A ideia de ligar as varias personagens por um único ator/atriz foi uma decisão acertada, tornando o desafio transcendental para os atores e dando um gozo especial ao espectador que vê estas diferentes e fabulosas interpretações.

Os temas abordados no filme são cada vez mais importantes nos tempos que correm. O Medo de morrer, ou melhor a ausência do medo de morrer como a única forma de conseguir fazer a diferença. Agir mesmo que não faca sentido. Agir segundo a intuição. Fazer o que está certo mesmo quando essas decisões são aparentemente impossíveis. São temas centrais que nos dão pistas de como sermos melhores pessoas e fazermos a diferença neste mundo… Mesmo que ninguém esteja a ver ou avaliar as tuas ações.

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10 – Beasts of the Southern Wild (exequo com Cloud)

A questão fabulosa que este filme levanta é: qual será a existência mais legitima e intimamente ligada a nossa natureza?

A nossa existência cheia de ipods, iphones, facebooks, stress, objectivos, crescimento infinito? (questiono-me todos os dias sobre esta obsessão absolutamente anti-natura dos governos e das empresas em crescer sempre sem parar, sabemos que é por causa da empregabilidade e trabalho, mas organizemo-nos antes para ter menos filhos e começar a explorar bem as riquezas de cada país, e provavelmente podemos deixar de nos preocupar com a merda do crescimento e atingir algum equilíbrio para todos)

Ou a existência destas fabulosas personagens quase primitiva mas com laços grandes de comunidade, ligação a natureza, celebrações de festa e alegria e com a morte (beasts) sempre a espreita?

Uma coisa é certa, eles sabem o que querem e não querem ser resgatados e viver com a sociedade “desenvolvida”. O filme não explica nada, não diz que é por serem primitivos ou por serem mais espertos e genuínos que “nós”, mas deixa-nos a pensar incansavelmente sobre o assunto. Será? Será que estamos errados? Será que o caminho não é o do crescimento desenfreado. Um verdadeiro wake up call. A miúda é uma revelação única. Já o vi há algum tempo e continua a aparecer diariamente para me relembrar dos pequenos pormenores. Welcome to the bathtub!

11- Killing them softly

12- Zero dark thirty

13- Margin call

14- Sky fall

15- Argo

16- Untochables

16- Lincoln

17- the Impossible

18- Looper

19- End of watch

20- Ted
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